António Acciaioli Campos


Nota biográfica

Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico em Lisboa.

Aprofundou os seus estudos nas temáticas da Qualidade e Organização Industrial.

Exerceu funções de Director de Qualidade e de Operações em diferentes empresas.

Participou activamente em diversos projectos de Certificação em Qualidade e Ambiente, Monotorização de Satisfação dos Clientes, Gestão da Documentação e Controlo de Performance.

Grupo de investigação: Grupo 3 – Cultura, Memória e Território

Projeto individual de doutoramento

A qualidade nos museus. Como melhorar e fidelizar a relação com os clientes?
Título
Gabriela Perdigão Cavaco
Orientador

A qualidade nos museus. Como melhorar e fidelizar a relação com os clientes? Resumo

Nas últimas décadas as empresas e as instituições procederam a alterações profundas nos seus modelos de trabalho em função de uma maior proximidade com os seus clientes.

A preocupação destas instituições concentrou-se na maior satisfação do destinatário final dos seus produtos/serviços.

Neste sentido, foram introduzidos sistemas de controlo de qualidade (internos e externos), alterações nos processos de fabrico e/ou procedimentos, melhoria dos métodos de trabalho virados para o exterior, procura permanente de diminuição dos erros internos, identificação de Oportunidades de Melhoria e implementação de projectos de Acções Correctivas.

Todas estas modificações foram sendo implementadas com o objectivo de prestar serviços com Qualidade que fossem ao encontro das expectativas dos clientes e que superassem a concorrência, apresentando preços considerados justos no mercado.

Com a definição das etapas a prosseguir neste processo de investigação, tentar-se-á, no final, concluir sobre o lugar que ocupa a Qualidade no panorama museológico Português.

Pretendemos, ainda, contribuir para abrir portas a futuros estudos nesta área, bem como, propor a aplicação de uma nova metodologia no âmbito da Qualidade em ambiente Museal.

O pensamento museológico não esteve desatento a estas novas correntes de gestão.

Desde a Declaração de Caracas em 1992, podemos percepcionar que estão latentes no discurso museológico de então, conceitos de outras áreas do saber e, nomeadamente, dos novos modelos de gestão.

Na acta final desta Declaração podemos ler: “ (…) Que se utilizem estratégias tanto de mercado – para conhecer o usuário – como também de sensibilização de opinião pública”, ou ainda, “ (…) Que os museus devem criar sistemas de avaliação que lhes permitam determinar a eficácia de sua acção em relação à comunidade”.

Esta reflexão remete-nos necessariamente para o nosso objecto de estudo – a problemática da Qualidade nos Museus.

No que se refere aos Museus, embora exista uma bolsa de instituições onde é reconhecida uma boa prática na área da Qualidade, constata-se ainda a necessidade de estudar esta temática de forma a propor a mudança de atitudes culturais, nomeadamente, no que diz respeito a um modelo de gestão onde a visão seja mais orientada para o cliente / visitante.

Salvo raras excepções, não tem sido frequente a identificação e monitorização da frequência e grau de satisfação dos clientes / visitantes dos Museus em Portugal.

A “não qualidade” pode ser um factor que influencia a desertificação dos espaços museológicos potenciando relações de causa efeito com as seguintes tipologias:

  • não há clientes… não há necessidade de alteração;
  • não há mudanças… não temos visitantes

Neste sentido, o projecto de doutoramento que agora se apresenta, tem como objectivos principais:

  1. Analisar e avaliar a qualidade nos Museus em Portugal;
  2. Identificar as melhores práticas;
  3. Comparar com modelos existentes em outros Museus a nível internacional;
  4. Propor uma metodologia a ser aplicada no futuro.