Discussão Pública | Educação e inovação: um encontro possível?

18 de abril de 2018, pelas 14:30 no edifício da Biblioteca, sala N.2.11

Instituto de Educação da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias


Coordenação

Professora Doutora Lucia de Mello e Souza Lehmann.
Tem um doutoramento em Psicologia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Professora da Universidade Federal Fluminense (Brasil/Rio de Janeiro) da Faculdade de Educação e do Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão. Realiza um Pós-Doutoramento na Universidade Lusófona sob a Orientação do Professor António Teodoro.

O termo INOVACÃO remonta à Grécia e tem sido atravessado por uma lenta transformação. Contudo, falar de inovação em Educação é atravessar um campo minado e perigoso: seja pelos diferentes significados que o conceito percorreu, associado ao sentido de inovar para disciplinar, ligado a um cunho mais positivista, ou seja extremamente circunscrito a uma utilização acrítica e massiva das novas tecnologias.

Alguns estudos têm apontado a educação, de modo geral, as escolas e as universidades, de modo mais específico, de se converterem em uma forte resistência às mudanças e às inovações. Chega-se a afirmar que a inovação se constitui numa exceção nas estratégias educativas e universitárias e que se configura, nestas instâncias, um movimento de resistência que causa estranhamento, uma vez que a universidade deveria ser um dos principais locus da inovação, tanto no seu próprio trabalho como para o conjunto da sociedade. A inovação deveria ser a norma, a estratégia prioritária, porque a sociedade do conhecimento é um novo desafio que enfrentamos e que requer novas respostas, soluções inovadoras e não a “reiteracioón de vejos y desgastados enfoques y formulas”(Lamarra, 2009).

O tema tem estado em pauta na agenda de discussões. Recentemente, foi abordado na Conferência Internacional de Educação, intitulada “Inovação na Escola e pela Escola” que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa,2017), com a presença de pesquisadores, e também do Ministro da Educação de Portugal.

O que representa para nós professores “Inovação na educação”? Que papel deveria ter, ou não, na Universidade e na Escola? O que se objetiva alcançar? Inovar o quê e para quê? Que tipos de projetos se desenham buscando inovação? Afinal é possível realmente inovar de forma crítica e com qualidade ou nos limitamos a repetir o termo INOVAR sem rever possibilidades e transformar nossas posturas? Adotamos o termo como um modismo ou criticamos de igual maneira, por modismo, porque em princípio é preciso contestar para se mostrar que está “pensando”?!

Para mais informações:
lehmannlucia@gmail.com