Gianni Silva Santana


Nota biográfica

Terapeuta da Fala/ Fonoaudióloga formada pela Universidade Veiga de Almeida (Rio de Janeiro-Brasil) desde o ano de 1997. Mestrado e Curso de Especialização em Ciências da Educação – Educação Especial: Domínio Cognitivo e Motor pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa – Portugal). Pós-graduação em Fonoaudiologia Hospitalar pelo IBMR – Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (Rio de Janeiro – Brasil). E Doutoranda em Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa – Portugal. Membro (Investigadora) do CEIED – Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento da ULHT – União Européia. Membro (Investigadora) do grupo de doutorandos da equipa do CeiED da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Ao longo dos meus 20 anos de formação profissional desenvolvi funções como Terapeuta da Fala em diversas escolas, hospitais e em domicílio fazendo a avaliação, estimulação, prevenção e tratamento/reabilitação de crianças, adultos, idosos e portadores de alterações relacionadas com as patologias da fala, voz, escrita, deglutição e linguagem como também orientações a familiares e profissionais da área da saúde e da educação. Em Portugal desempenhei minhas funções como terapeuta da fala em alguns Agrupamentos de Escolas.

No Brasil desempenhei minhas funções em hospitais (serviço de home care), atendimento em consultório particular e domicílio.

Projeto individual de doutoramento

O Trabalho Cooperativo entre Terapeutas da Fala, Docentes de Educação Especial e Encarregados de Educação / Pais: Contributos para Inclusão de Crianças e Jovens com Necessidades Educativas Especiais
Título
Isabel Sanches
Orientador

Resumo

Este estudo nomeia-se, “O trabalho cooperativo entre terapeutas da fala, docentes de educação especial e pais: contributos para a inclusão de crianças e jovens com necessidades educativas especiais e com ele pretende-se compreender as dinâmicas de trabalho integrado entre terapeutas da fala, docentes de educação especial e encarregados de educação/pais, na sua relação com a aprendizagem e prática em contexto escolar visando os seus respetivos papéis na qualidade de cooperantes no desenvolvimento da aprendizagem com uma perspetiva de inclusão escolar.

Segundo Paulo Freire, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.

De acordo com a Declaração de Salamanca, a família surge-nos como o centro de formação da criança e de aprendizagem da sua conduta social, sendo através das relações afetivas que esta se vai afirmar na sua plenitude adulta. É através da família que se tem a primeira imagem do mundo, nela se colhem princípios, se adotam modelos e se elaboram referências marcantes na formação da sua personalidade. “A educação das crianças com necessidades educativas especiais é uma tarefa compartilhada por pais e profissionais. Uma atitude positiva por parte dos pais favorece a integração social e escolar. Os pais precisam de apoio para assumir as suas funções de pais duma criança com NEE. O papel das famílias e dos pais pode ser valorizado se forem transmitidas informações necessárias numa linguagem simples e clara; responder às necessidades de informação e de treino das capacidades dos pais é uma tarefa de especial importância nos ambientes culturais que carecem de uma tradição escolar.” (1994; p.37).

Assim sendo, o presente estudo foi concretizado pela recolha de dados através do inquérito por questionário de vinte e três perguntas fechadas e duas perguntas aberta direcionados a Professores de Educação Especial, Terapeutas da Fala e Pais/Encarregados de Educação da região de Portugal Continental, com uma amostra de 150 profissionais sendo 50 Terapeutas da Fala com idades compreendidas entre 21 a mais de 50 anos e tempo de serviço entre 5 anos e mais de 20 anos. E 50 Professores de Educação Especial, com idades compreendidas entre os 21 a mais de 50 anos com tempo de serviço até 5 anos e mais de 20 anos. Ambos os grupos, em termos da situação profissional verificaram-se que estão inseridos no Ensino Regular, Educação Especial/Apoios Educativos e Outra e trabalham conjuntamente com crianças portadoras de Necessidades Educativas Especiais. E, também, 50 Pais/Encarregados de Educação.

O tal inquérito por questionário possibilitou agregar perguntas de resposta fechada e resposta aberta, permitindo este questionar os docentes e terapeutas da fala sobre suas práticas. E possibilita aos pais/encarregados de educação refletirem sua conduta de participação no meio educativo, em busca de melhorias significativas para seus educandos e que assim em parceria possam construir um modelo de aprendizagem que possa ser de qualidade e que admita vir de encontro com as necessidades dos seus educandos e o perfil da escola.

No primeiro capítulo iremos abordar uma pesquisa bibliográfica sobre a Educação Especial e a Escola Inclusiva. Elucidaremos também as funções do Terapeuta da Fala e do docente de Educação Especial como também o trabalho de colaboração desenvolvido entre eles. E também, explicamos o papel dos pais/encarregados de educação face a escola, como também seus direitos e responsabilidades e esclarecemos sobre o envolvimento parental.

No segundo capítulo, mostraremos todos os procedimentos metodológicos que se recorreu, para se recolher a informação necessária. Para além da descrição daqueles procedimentos, este capítulo engloba ainda, entre outros aspetos, informação relativa ao estudo propriamente dito como também os métodos de Análise de Dados e Resultados e apresentação e Interpretação dos Resultados.

No terceiro capítulo é feita a apresentação sistematizada dos dados recolhidos e, num segundo momento, a consequente discussão de resultados. Em seguida apresenta- se a conclusão e limitação do estudo. E na sequência são apresentadas as referências bibliográficas, apêndices, anexos, gráficos, tabelas e quadros contidos nesta investigação.

A educação sofre mudanças, das mais simples às complexas, de acordo com o grupo ao qual ela se aplica, e se ajusta a forma considerada padrão na sociedade, sendo assim, do ponto de vista científico, uma das contribuições deste trabalho visa o desenvolvimento escolar das crianças com NEE através do trabalho multidisciplinar e a integração individual destas na sociedade ou no seu próprio grupo.