Humberto Rendeiro


Nota biográfica

Humberto Rendeiro nasceu em Coimbra em 1976.

É licenciado em História e mestre em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Desde 1999 está ligado profissionalmente ao Museu Monográfico de Conimbriga onde desempenha as funções de Técnico Superior.

É responsável pela programação cultural e comunicação de Conimbriga. As suas áreas de interesse são a literatura, as artes e o humor.

Gosta de sonhar e procura realizar todos os seus sonhos.

Grupo de investigação: Grupo 3 – Cultura, Memória e Território

Projeto individual de doutoramento

Gestão Museológica: paradigmas de atuação, resultados e perspetivas
Título
Virgílio Hipólito Correia
Orientador
Mário Moutinho
Co-orientador

Gestão Museológica: paradigmas de atuação, resultados e perspetivas Resumo

Elaborar um resumo sobre uma ação que ainda está em desenvolvimento é um processo que se afigura complexo.

Complexo porque a investigação que se pretende levar a cabo ainda está numa fase inicial, logo aquilo que aqui se poderá apresentar são intensões e perspetivas, nunca certezas ou conclusões.

Tendo como tema estruturante de tese a “Gestão Museológica: paradigmas de atuação, resultados e perspetivas” pretende-se apurar, dentro do universo da Rede Portuguesa de Museus, quais as políticas de atuação no âmbito das funções museológicas nas áreas da investigação, da incorporação, da conservação e da comunicação.

Ou seja, aspira-se inquirir os 142 Museus que constituem a Rede Portuguesa de Museus, fazer-se um levantamento sobre a sua política de ação em cada uma das quatro áreas referidas, apresentar esses mesmos resultados e perspetivar sobre qual deverá ser o modelo de ação futura.

Dentro do universo dos museus que se ambiciona inquirir pretende-se constituir, também, estudos de caso que garantirão uma melhor interpretação dos resultados obtidos.

Por um lado, considera-se que a investigação, a incorporação, a conservação e a comunicação são as funções museológicas basilares para que qualquer museu desempenhe eficazmente a sua missão.

Por outro lado, a heterogeneidade de tutelas que compõem o universo dos museus pertencentes à Rede Portuguesa de Museus permitirá inferir sobre a possível discrepância de atuação entre eles.

Ou seja, para lá de um levantamento individualizado sobre a ação de cada museu este estudo permitirá estabelecer comparações entre os mesmos e, sobretudo, entre as várias tipologias de tutela.

Os museus que se pretendem estudar possuem vocações e acervos diferenciados.

Também são de dimensão díspar.

Desde o grande museu nacional ao museu mais local, de território.

São museus que apresentam um volume de público distinto.

Deve-se referir, ainda, que o estudo abrange a totalidade do território nacional com as suas naturais divergências geográficas.

Isto significa que ao se analisarem estas diversas realidades, inquirindo-as sobre as quatro funções museológicas que já se identificaram, poder-se-á inferir, com alguma certeza, sobre o panorama museológico nacional.

Esta análise terá por base a gestão pela qualidade, na perspetiva de essa mesma gestão vir ao encontro das pretensões do público visitante.

Apenas os museus que prossigam uma linha de investigação, que adotem políticas eficazes de incorporação e de conservação preventiva e que comuniquem estarão aptos para satisfazer as necessidades dos seus públicos.

Isto é, cumprirem com a sua missão.

Uma vez que o processo de credenciação de museus à Rede Portuguesa de Museus não obriga a uma uniformização ou à normalização destas instituições, então acredita-se que este estudo irá demonstrar assimetrias consideráveis entre cada um deles.

Tanto em função da sua localização geográfica, como da sua dimensão, mas sobretudo em função da sua entidade tutelar.

Esta é a premissa que dá o mote à investigação.

Coligir as políticas de ação, inferir sobre os resultados obtidos e criar diretrizes de atuação futura são os propósitos deste estudo.

Não constituirá preocupação denunciar inoperâncias dentro daquela que se considera ser a base do desempenho das funções museológicas, mas antes fazer uma leitura imparcial da realidade museológica nacional.

Acredita-se que ao se analisarem os 142 museus pertencentes à Rede Portuguesa de Museus se poderá inferir, de forma segura, sobre o panorama museológico português.

Sempre, reitera-se, na perspetiva da gestão pela qualidade.

Quantificar o desenvolvimento de atividades científicas; conhecer as políticas de incorporação praticadas; identificar as medidas de conservação preventiva implementadas; e inferir sobre as práticas de comunicação promovidas, estabelecem a base da investigação que se está a empreender.