Adel Igor Pausini


Nota biográfica

Graduado em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (2008), em História pela Universidade Federal de São Paulo (2014) e em Pedagogia pela Universidade Paulista São José (2015); é especialista em História da Arte, Museologia e Gestão de Políticas Públicas; mestre em História Social pela USP (2012), e em Ciências Sociais pela PUC-SP (2014); professor afastado da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e da Universidade Paulista (Unip); coordenador afastado de projetos sociais do Centro Universitário Ítalo-Brasileiro; atual bolsista do programa de doutorado em Museologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e doutorando do Programa Interuniversitário de Doutoramento em História da Universidade de Lisboa, Universidade de Évora, Universidade Católica Portuguesa e Instituto Universitário de Lisboa.

Áreas de interesse académico e científico

  • Sociologia da Cultura
  • História das Instituições
  • Gestão Pública e Antropologia Social

Projeto individual de doutoramento

“Modernização e Provincianismo: MAM-SP, MASP e os Museus Regionais do Nordeste Brasileiro (1947-1980)”
Título
Professora Judite Primo
Orientador

Resumo

Na Paris do século XIX, era hábito comum entre os aristocratas a promoção de encontros entre pessoas de alta condição social com grupos da intelectualidade para concertos, espetáculos, bailes, tertúlias e demais eventos de salão em ambiente residencial. No Brasil, os salões ganham força no segundo reinado, sobretudo na capital do Império, estendendo o seu prestígio à florescente São Paulo do café no final do século XIX, tornando-se uma autêntica instituição da Belle Époque, tendo como os mais prestigiados os salões de Veridiana da Silva Prado, José de Freitas Valle, Paulo Prado e Olívia Guedes Penteado. Nestes espaços, a aristocracia paulista consolidava o capital social utilizado, o mecenato e a ação pública e privada para a promoção dos próprios interesses, projetos e perspectivas do país. Na década de 1930, os salões perdem força em detrimento da organização de sociedades e grupos de artistas, o que produz, em alguns casos, relativa independência em relação ao mecenato público e privado, permitindo o avanço de experiências de tendências anarquistas e comunistas, rapidamente revertidas enquanto plano hipotético na década de 1940 com a abertura dos grandes museus e eventos de arte em São Paulo, a internacionalização da arte e o financiamento norte-americano, em contexto de Guerra Fria. O êxito do projeto paulista, capitalista, urbano-industrial de museus é levado pela velha aristocracia, ressignificada e financiada pelo capital industrial emergente para outras regiões do país em pleno contexto nacional do regime militar de desenvolver e integrar.

Por meio do mecenato exercido de distintos modos, a aristocracia paulista defendeu e implementou, em alguma medida, o seu projeto de modernização conservadora no século XIX e XX, defendendo os seus interesses por meio dos salões e dos museus de arte.

Palavras Chave: Modernidade, Salões, Museu, Mecenato, Aristocracia paulista.