José Inácio Fava Batista


Nota biográfica

Licenciado em Ciências de Educação pela Universidade Lusófona

Doutorando em educação pela mesma universidade

Director Pedagógico do Colégio do Grémio de Instrução Liberal de Campo de Ourique, desde 1969.

Diretor Técnico da Creche do Grémio de Instrução Liberal de Campo de Ourique

Gestor da maior empresa de arquitectura que existiu em Portugal, Atelier Conceição Silva, (1972- 1984).

Participante com vários trabalhos expostos em museus de Lisboa quando da 17ª.Exposição de Arte Cultura e Ciência.

Organizador participativo e responsável de colóquios de intervenção à comunidade onde nas várias temáticas estiveram os oradores, Professor Doutor Miguel Galvão Teles, Professor Doutor Pedro Bacelar de Vasconcelos, Juiz Jubilado Doutor Laborinho Lúcio, Professor Doutor Adriano Moreira, Professora Doutora Helena Neves, Professor Doutor Luís Moita, Doutor Guilherme de Oliveira Martins, Professor Doutor Eugénio Lisboa, Dr. Ruben de Carvalho, entre outros.

Autor de vários trabalhos de carácter científico e participação em seminários.
2009 – “Vida e obra de Professor Calvet de Magalhães”.

2010 – Comunicação em Encontros Científicos Nacionais “Carolina Beatriz Ângelo – A luta pelos Direitos da Mulheres”.

2010 – “A Escola Globalizada Gera Justiça Social”. Comunicação apresentada no Seminário, O imperativo Republicano em debate. Lisboa: Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

2011 – Comunicação livre no Seminário “Calvet de Magalhães, vida e obra – Contributo para a Educação”.

2014 – Comunicação “A Educação e a Justiça Social: Promoção integral do Homem”., no 5º. Encontro de Investigadores – Justiça Social e Justiça Cognitiva.

2015 – “A Educação na Mudança de Paradigma”.

2015 – “Projeto Saber + – a Rádio ao Serviço das Aprendizagens”.

2016 – Comunicações Escolares, “A Escola vista por dentro”; ”Dia Internacional da Paz”; O Caminhar para a República – 5 de Outubro de 1910”.

2016 – “ A Escolarização no final do século XIX e início do século XX”. Comunicação apresentada na 1ª. Conferência Internacional SPCE – SEC “A educação comparada para além dos números, contextos locais, realidades nacionais e processos transnacionais”, no Centro Cultural de Belém.

2016 – “Uma forma diferente de fazer ensino”. Comunicação no seminário de homenagem John Dewey no centenário do livro – Democracia e Educação (1916 – 2016).

2016 – “ Uma forma diferente de fazer ensino – a Rádio ao Serviço das Aprendizagens”, comunicação no Seminário “Que Educação para Portugal” organizado pela Rede para o desenvolvimento de Novos Paradigmas de educação (Rede NPEdu) no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Autor de trabalhos

“O 5 de Outubro de 1910 – Da Monarquia à República, a Escola Republicana”.

“A Semana da Ciência”, Interacção entre as Universidades e o ensino básico.

Co-autor de trabalhos

Livro “Símbolos da República”, editado pelo Colégio do Grémio de Campo de Ourique

Livro “Aos Cem Anos”, alusivo ao 1º. Centenário do Grémio de instrução Liberal de Campo de Ourique.


Áreas de interesse

  • Educação de âmbito geral;
  • Educação infantil;
  • Escola inclusiva;
  • Jornalismo estudantil;
  • Rádio escolar;
  • Web tv.

Projeto individual de doutoramento

O Centro Escolar Republicano – Grémio de Instrução Liberal de Campo de Ourique, GILCO,1910-1969 – Estudo de caso
Título
António Teodoro
Orientador
Maria Neves Gonçalves
Co-orientador

Resumo

Centro Escolar Republicano ou Grémio de Instrução Liberal de Campo de Ourique, associação de cariz republicano, criada com o fim de combater o analfabetismo e preparar os cidadãos para receber a república, surge pouco antes da sua implantação pela mão de um grupo de cidadãos do bairro de campo de Ourique, a 10 de Junho de 1910, conforme requerimento que dirigiram ao Governador Civil no ano de 1910, onde solicitavam tal propósito.

Certo estar na presença de cidadãos republicanos e de influência maçónica, que como tantos outros, expandiram os seus ideais em locais que lhes eram propícios ao desenvolvimento de práticas conducentes à formação do cidadão e combate ao analfabetismo. A carga ideológica que a sua bandeira transporta mostra marcas indeléveis a uma presença maçónica. Constituída pelo globo mundo, que representa todos os povos do mundo numa união perfeita, ladeado por dois ramos de acácia, símbolo maçónico, que representa a inocência e a pureza, a segurança e a certeza; foi um ramo da acácia que os companheiros de Hiran encontraram no seu túmulo improvisado.

A acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura; toda esta simbologia assenta num manto branco símbolo da liberdade.
Um outro aspeto que sustenta esta informação está contido nos seus estatutos conforme à frente analisaremos.

Cidadãos de estrutura republicana, ansiosos pela mudança de regime, de forte influência maçónica, vivendo os ventos da mudança que se operavam na Europa do Sul e ainda embebidos dos valores da revolução francesa, com o espírito da liberdade, igualdade e fraternidade, procuravam pela cultura do povo, a construção de uma nova sociedade.

O Partido Republicano soube aproveitar todas as fraquezas do regime monárquico que entre várias se destaca o grande descontentamento popular devido à enorme corrupção ao mais alto nível em paralelo com a enorme dívida ao estrangeiro, passando por um ensino clerical que apenas abrangia uma pequena parte da sociedade e aumentava cada vez mais o número de analfabetos, que não podiam participar na vida coletiva.