Maria Isabel Ferreira Camalhão


Nota biográfica

Docente de Educação Especial, pertencendo também à equipa de referenciação de alunos para a sua entrada na Educação Especial. Tem vindo a participar como oradora em vários congressos, nomeadamente CIAIQ e Pro Inclusão tendo publicado alguns artigos nas atas dos referidos congressos. Ultimamente publicou dois artigos um na Revista Indagatio Ditactica e outro na Revista de Educação Especial Anhanguera.

Tem efetuado um grande investimento /interesse nas áreas da pesquisa qualitativa e na deficiência no âmbito das Necessidades Educativas Especiais.

Projeto individual de doutoramento

Estratégias de Ensino/Aprendizagem dos Docentesdo Ensino Regular e Educação Especial/Inclusiva de Alunos com Paralisia Cerebral
Título
Augusto Deodato Guerreiro
Orientador
Margarida Tribuna
Co-orientador
Resumo

Esta tese tem por objetivo o trabalho dos docentes do Ensino Regular e Educação Especial com alunos com Paralisia Cerebral. A comparação entre os dois ramos de ensino permitiu conhecer as dificuldades dos alunos, das suas famílias e dos docentes. Permitiu explicitar a forma como os docentes pensam, sentem e concebem o seu trabalho com este tipo de deficiência. Sendo a investigadora, docente e portadora de Paralisia Cerebral, como o objeto de estudo, há uma componente auto etnográfica, contribuindo para uma análise e visão mais próximas da realidade.

Metodologicamente, recorreu-se às várias formas de Grounded Theory para organizar e dar coerência a uma investigação que começou pelo trabalho de campo, para assegurar o acesso às instituições. Os elementos da investigação foram construídos ao longo do trabalho de campo e foram adaptados às caraterísticas da investigadora e do terreno.

Independentemente do grupo, todos os participantes são docentes, daí que conceptualmente não pensem de modo muito diferente. No Ensino Regular trabalha-se o ensino coletivo e na Educação Especial a individualização do ensino. Estes alunos apresentam diversas limitações que podem dificultar quer a aprendizagem quer a integração escolar. Tanto o investimento como as estratégias dos docentes dão primazia à autonomia destes alunos.