Moana Campos Soto


Nota biográfica

Doutoranda e Mestre em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (2010), especializada em Educación y Museos pela Universidad Europea Miguel de Cervantes (2016) e graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2006). Museóloga e Pesquisadora da Divisão de Memória Institucional da UFRJ, parte do Sistema de Bibliotecas e Informação – SiBI (2017). Membro integrante e colaboradora do MINOM-ICOM Internacional. Coordenadora do projeto EducaMuseu. Integrante do grupo de trabalho para implantação do Sistema Integrado de Museus, Arquivos e Patrimônio Cultural da UFRJ – SIMAP (2017). Museóloga do Museu Nacional/UFRJ (2012-2015). Colaboradora da Associação Brasileira de Museologia (2010-2011). Pesquisadora do Instituto Brasileiro de Museus (2009-2010). Pesquisadora do MINOM-ICOM (2007-2008). Educadora do Museu da República/RJ (2004-2006).

Áreas de interesse académico e científico

  • Sociomuseologia
  • Educação
  • Memória institucional
  • Desenvolvimento de projetos
  • Educação museal
  • Museus, Internet e redes sociais

Projeto individual de doutoramento

“E a Palavra se fez carne”: A influência de Paulo Freire na Nova Museologia.
Título
Prof.ª Dra. Judite Primo
Orientador
Resumo

O presente projeto pretende abordar um tema que, apesar de ser apontado como central pelos principais atores do campo da Sociomuseologia ainda não recebeu um estudo aprofundado: a influência do pensamento de Paulo Freire no surgimento do Movimento Internacional para uma Nova Museologia (MINOM). Esta influência é evidenciada pelo convite à Paulo Freire – não materializado devido à ação da ditadura empresarial-militar brasileira – para que presidisse a Mesa-Redonda de Santiago do Chile (1972), marco central do movimento. Se o Conselho Internacional de Museus reconhece como função principal dos museus a educação, claramente pode se estabelecer uma analogia entre a ruptura da museologia tradicional e a nova museologia, com a ruptura de uma educação bancária e uma educação libertadora, de corte freiriano, que se expressa na afirmação disto por Hugues de Varine-Bohan, quando dirigia o ICOM (1979) e falou da transformação do “homem-objeto em homem-sujeito”. Para isso, se procurará estabelecer as influências teóricas diretas, como as diretrizes sócio-educativas para a construção de uma teoria e prática museológica comprometida com a comunidade e voltada para o exercício consciente da cidadania. Mas, também, se apresentará a conjuntura mundial que possibilitou a aproximação da museologia ao pensamento freiriano, em particular as terceira (1944/1964) e quarta (1968-1980) vagas revolucionárias, que na primeira engendrou na periferia do mundo novas concepções – marcadas pela descolonização afro-asiática, a Revolução Cubana e a Revolução Cultural chinesa – que influenciaram a seguinte, a mais internacionalizada, e que chegou ao centro do sistema, tendo como grandes momentos o maio de 1968 e a Revolução dos Cravos. É devido a estas que se aproximam os grandes atores europeus da Nova Museologia com a teoria freiriana da periferia.