PISA/Regulação e Transnacionalização das Políticas de Educação

Apresentação

A ReLeCo PISA/Regulação e Transnacionalização das Políticas de Educação, que se estrutura em torno do projeto Uma história de sucesso? Portugal e o PISA (2000-2015), visa a promoção de sinergias e a prática da investigação colaborativa entre os seus membros. Será constituída por investigadores/as integrados e investigadores/as colaboradores/as do CeiED – Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento, incluindo estudantes de mestrado e de doutoramento em Educação/Ciências da Educação com interesse pelas áreas da literacia e das competências, dos novos modos de governação da educação, e da educação comparada e internacional.

Grandes estudos internacionais, como o TIMSS, o PISA, o PIRLS ou o TALIS, tornaram-se uma das principais tecnologias de governação nos campos da educação e formação. Nesse conjunto de estudos, o PISA é, seguramente, o que maior influência exerce junto dos decisores políticos, dos/as gestores/as escolares ou dos media. Portugal participa no PISA desde o seu primeiro ciclo em 2000, tendo apresentado em todos os ciclos em que participou até 2012 resultados abaixo da média da OCDE. Em 2015, por contraste, os resultados ultrapassaram essa média nos três domínios analisados (literacia de leitura, literacia matemática e literacia científica) e Portugal passou a ser apresentado pela OECD como um caso exemplar no contexto dos países europeus (e desenvolvidos), com uma consistente subida desde 2006.

Neste enquadramento, a ReLeCo analisará, discutirá, partilhará e disseminará o conhecimento teórico, metodológico e empírico produzido sobre as implicações implícitas e explícitas da participação de Portugal no PISA, isto é, como diferentes atores nacionais (decisores políticos, gestores/as escolares, professores/as e os seus sindicatos, associativismo parental, media) se apropriaram do processo e incluíram os resultados dessa participação nos discursos, nas políticas públicas e nas práticas profissionais.

Coordenação

Investigadores