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Eventos

Contos do Esquecimento — Histórias difíceis, memórias presentes

Filme e conversa com a presença da realizadora e convidados

No dia 4 de novembro de 2026, entre as 13h00 e as 15h00, o Cinema Fernando Lopes recebe uma sessão gratuita do documentário Contos do Esquecimento (2023), de Dulce Fernandes, seguida de uma conversa com a realizadora, a antropóloga Raquel Machaqueiro, e os membros do CeiED/Universidade Lusófona, Felisberto Kiluange e Luiza Baldan, responsável por mediar o encontro.

Partindo da descoberta, em Lagos, de 158 esqueletos de homens, mulheres e crianças africanos escravizados, o filme revisita a participação de Portugal no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas e os processos de construção, transmissão e apagamento da memória colonial. O evento pretende promover uma reflexão crítica sobre as relações entre história, memória e colonialismo, reunindo perspetivas do cinema, da antropologia, da educação e das artes visuais.

A conversa após a projeção abordará os legados coloniais nas sociedades contemporâneas e o papel das práticas artísticas, da investigação e da educação na construção e circulação de narrativas históricas. A sessão destina-se à comunidade académica da Universidade Lusófona, em particular a estudantes, docentes e investigadores das áreas de cinema, artes, educação, antropologia, história, sociologia e estudos culturais, bem como a artistas, profissionais da cultura e público em geral interessado nestas questões.

Dulce Fernandes é cineasta portuguesa nascida em Angola, com formação em fotografia, cinema, jornalismo e Relações Internacionais. O seu trabalho aborda o passado colonial português e os processos de construção da memória, tendo realizado, entre outros, Cartas de Angola (2011) e Contos do Esquecimento (2023).

Raquel Machaqueiro é antropóloga e investigadora, doutorada pela George Washington University. Integra o Slave Wrecks Project e desenvolve investigação sobre o tráfico português de pessoas escravizadas, memória pública, património cultural e legados históricos da escravatura.

Felisberto Kiluange é doutorando em Educação no CeiED/Universidade Lusófona. Os seus interesses de investigação incidem sobre o sistema educativo angolano, tendo a colonização como ponto de partida, bem como sobre currículo, ensino superior e liderança.

Luiza Baldan, responsável pela mediação, é artista visual, pós-doutoranda no PPGAV/UnB e investigadora financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2023.08863.CEECIND) junto ao CeiED/Universidade Lusófona, onde integra a ReLeCo – Estudos Socioartísticos para a Decolonialidade e a Sustentabilidade. A sua prática articula fotografia, texto, áudio e vídeo em trabalhos sobre lugares, histórias e relações humanas.