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Notícias

Nota de pesar e condolências - José Bernardino Duarte

A Direção do Instituto de Educação e do Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento (CeiED) da Universidade Lusófona cumpre o doloroso dever de informar o falecimento, na madrugada do dia 29 de maio de 2026, do nosso colega e amigo, Professor Doutor José Bernardino Pereira Duarte.

O Professor José Bernardino Duarte dedicou toda a sua vida à educação, ao ensino e à formação de professores, deixando uma marca profunda em várias gerações de estudantes, investigadores e docentes.

Professor associado da Universidade Lusófona desde o ano letivo de 1998-1999, desenvolveu uma longa e notável carreira académica e pedagógica, lecionando, entre outras, as disciplinas de Introdução às Ciências da Educação, Teorias e Práticas Educativas, Observação de Contextos Educativos e Educação e Formação de Adultos, na Licenciatura em Ciências da Educação. Lecionou igualmente os módulos de Epistemologia das Ciências Sociais e das Ciências da Educação, no Mestrado em Ciências da Educação, e de Currículo: Teorias, Estratégias e Avaliação, no Mestrado em Administração Educacional e Regulação da Educação, de que fora, com Maria do Carmo Clímaco, criador do inovador projeto de mestrado.

Antes da sua integração na Universidade Lusófona, exerceu funções docentes na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, na Escola Superior de Educação e na Escola do Magistério de Lisboa, tendo ainda sido professor de Língua Portuguesa no ensino secundário (Escola Secundária Emídio Navarro, em Almada). A sua trajetória profissional atravessou, assim, diferentes níveis e contextos educativos, sempre marcada pelo rigor intelectual, pela atenção aos estudantes e por um profundo compromisso com a escola pública e com a democratização da educação.

Investigador do CeiED, desenvolveu trabalho nas áreas das ciências da educação, currículo, formação de professores, epistemologia das ciências sociais e análise das situações educativas. Foi coordenador do projeto Manuais Escolares e Atividades dos Alunos e autor de numerosos artigos científicos publicados, entre outras, na Revista Lusófona de Educação e na revista Entrelugares, da Universidade Federal do Ceará. Entre as suas obras mais reconhecidas encontra-se A Contestação Escondida. Críticas dos jovens à escola atual (Cortez, S. Paulo, 2005), estudo marcante sobre o sofrimento silencioso e o insucesso existencial de estudantes aparentemente bem-sucedidos no percurso escolar.

Ao longo de décadas de docência universitária, orientou dezenas de dissertações de mestrado e teses de doutoramento, acompanhando, com rara generosidade intelectual e humana, múltiplos percursos académicos e profissionais. Muitos dos atuais investigadores, professores e dirigentes educativos guardam dele a memória de um orientador exigente, culto, atento e profundamente respeitador da singularidade de cada estudante.

Homem de vasta cultura, de fina sensibilidade pedagógica e de grande descrição pessoal, José Bernardino Duarte permanecerá na memória da Universidade Lusófona como um professor de exceção, um investigador comprometido e um colega de invulgar humanidade.

À sua família, amigos, colegas, discípulos e a todos quantos com ele privaram e aprenderam, a Direção do Instituto de Educação e do CeiED apresenta as mais sentidas condolências.


Lisboa, 29 de maio de 2026

António Teodoro
Diretor do Instituto de Educação e do CeiED

Investigadora do CeiED, Universidade Lusófona, apresenta conferência na Casa Capitão, em Lisboa

Patrícia Ferraz de Matos, Investigadora Integrada do CeiED, Universidade Lusófona, apresentou a conferência “A persistência do luso-tropicalismo” no evento de encerramento do projeto europeu LEAP – Legados em Progresso, que promove uma reflexão crítica e plural sobre os legados coloniais e o seu impacto nas sociedades europeias contemporâneas.

O objetivo da referida conferência foi falar sobre o luso-tropicalismo – o que é, como surgiu, como foi apropriado pelo Estado Novo e como deixa até hoje vestígios na sociedade portuguesa, propondo uma leitura crítica das consequências contemporâneas do legado colonial do país.

O evento, organizado pelo Gerador – uma plataforma independente para a informação, cultura e educação –, foi direccionado a um público alargado e internacional e decorreu no dia 17 de abril na Casa Capitão, em Lisboa. Nele participou também a jornalista Joana Gorjão Henriques, para falar do “Mapa atual dos legados coloniais” e houve ainda uma mesa, moderada por Eliana Silva, sobre “Colonialismo na cultura digital”, que contou com a participação de Fábio Silva (Biblioteca Negra), Neusa Sousa (Chá de Beleza Afro) e Raquel Nhaga (Dar à Língua Podcast). A artista Emma Make esteve, em permanência, a ilustrar os vários momentos de todo o evento.

Mais informações aqui: https://gerador.eu/residencias-insubmissas-gerador/


Seminário | Entre o Controlo e a Confiança: Que Aprendizagens Essenciais para que Escola?

No dia 24 de abril de 2026, o CeiED – Centro de Estudos Interdisciplinas de Educação e Desenvolvimento da Universidade Lusófona – Centro Universitário de Lisboa, organizou o Seminário Entre o Controlo e a Confiança: Que Aprendizagens Essenciais para que Escola? Este seminário foi acreditada como Ação de Curta Duração para professores do ensino básico e secundário, o que contribuiu para a participação de docentes de diversas instituições.

Como olhar junto, de Luiza Baldan, no NowHere Lisboa

Está patente até 30 de maio, no NowHere Lisboa, a exposição individual Como olhar junto, de Luiza Baldan, artista visual e investigadora financiada pela FCT — 2023.08863.CEECIND — no CeiED/Universidade Lusófona.

O projeto de Luiza Baldan envolve observação, escuta e investigação colaborativa numa biblioteca comunitária da Cova do Vapor, pequeno povoado litoral situado no encontro entre o Tejo e o Atlântico, cuja paisagem foi reconfigurada ao longo do último século devido ao avanço do mar. Na exposição no NowHere, a artista apresenta o livro-objeto do projeto, uma série de retratos impressos em tecido e uma instalação sonora que reencena a Primeira Praia durante uma performance realizada e filmada em outubro de 2023. Esta mesma instalação torna-se palco para uma série de encontros que ocorrem ao longo da exposição, tendo já sido ativada durante a inauguração pelos mesmos participantes da performance original.

Este projeto deu origem à sua investigação mais alargada no âmbito académico.

A programação inclui, no dia 23 de maio, às 19h, uma sessão especial de “leituras ao fogo”, com Duda Las Casas, Fernanda Drummond, Mariana Varela, Maura Grimaldi e Tatiana Salem Levy. A sessão propõe leituras cruzadas entre trechos do livro-objeto do projeto e textos de autoria própria das pessoas convidadas.

No dia 28 de maio, a artista recebe um grupo de estudantes da Voz do Operário para uma oficina de desenvolvimento plástico e literário, com a participação de Diego Garcez, José Carvalheiro, Raphael Almeida, Yuli Anastassakis, Tánia Cardoso e Rodrigo Crespo.

No dia 29 de maio, às 19h, o NowHere convida para o evento de encerramento, com a presença da artista e da curadora e diretora do espaço, Cristiana Tejo, para uma visita mediada e uma conversa pública em torno do projeto.

A entrada é livre para todos os públicos.

Mais informações sobre o projeto:
https://luizabaldan.framer.website/comoolharjunto

Mais informações sobre o NowHere Lisboa:
https://www.nowhere-lisboa.com/


Artigo de Margarida Belchior no Público sobre a falta de professores e a articulação entre ciclos do ensino básico

A investigadora Margarida Belchior, integrada no CEIED – Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento da Universidade Lusófona, publicou recentemente um artigo de opinião no jornal Público, dedicado à problemática da falta de professores e à articulação entre o 1.º e o 2.º ciclo do ensino básico.

Liberdade e controlo no ensino superior, em artigo no Público

O Professor António Teodoro, diretor do Instituto de Educação da Universidade Lusófona e do CeiED – Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento, publicou um artigo de opinião no Público a 3 de abril de 2026.