A nova adaptação de A Odisseia, de Christopher Nolan, está a fazer algo que talvez não esperássemos: quase três mil anos depois, Homero voltou a ocupar o espaço público.
Mais do que discutir a fidelidade do filme ao poema, Regina Duarte, investigadora integrada do CeiED, convida-nos a olhar para aquilo que este fenómeno revela: pessoas a redescobrir Ulisses, Penélope, Circe, as Sereias e os Ciclopes; a procurar traduções de A Odisseia; a fazer perguntas e, sobretudo, a aproximar-se de um clássico que continua a falar às novas gerações.
Para a autora, a leitura nasce também da curiosidade e do prazer da descoberta. E os grandes clássicos não sobrevivem por permanecerem intocados, mas porque continuam a ser lidos, reinterpretados e partilhados.
Num tempo em que tanto se fala do declínio da leitura, talvez devêssemos celebrar estes momentos em que uma história antiga consegue despertar novas vontades de ler.
Porque, afinal, uma das melhores portas de entrada para um livro pode ser simplesmente a vontade de descobrir a história que está lá dentro.
Leia o artigo completo de Regina Duarte, no PÚBLICO:
“Através d’A Odisseia de Christopher Nolan, Homero regressou ao espaço público”.